O que gostam mais em vocês?
Tom: Buah, por
onde irei começar? (risos) Bem, acho que sou um tipo
extremamente divertido, tenho as melhores e mais longas
histórias... (continuam a rir-se)
Bill: O que
mais gosto em mim? A minha ambição. Quando
começo algo tenho de terminar. E sei quando tenho culpa
quando algo está errado, admito o meu
erro.
Gostam
das miudas espanholas?
Tom e Georg :
Siimmm!
Tom: Quando
estivemos em Madrid e saímos á rua, vimos
“alguém”… E dissemos a nós mesmos
“Vamos a isso!” há muitas possibilidades em
Espanha (risos).
Têm
namorada?
Georg:
Não.
Tom: Eu
também, mas só desde ontem á noite.
(Risos)
Quem seduz
mais? ( Tom levanta logo a mão)
Tom :
Euuuu!
Georg: Bem,
vamos deixar ele sonhar.
Tom: Sempre
foi assim, até mesmo com o Bill e eu, o Bill sempre foi a
segunda opção. Sou o mais sortudo em
relação ás meninas.
O que é
que mais gostam nas meninas? (Risos)
Georg: O
primeiro que eu olho sempre é o rabo.
Tom: Oh!
És muito superficial! Para mim o mais importante é
manter uma conversa com a garota.
Georg:
Ora… eu só estou a dizer a
verdade!
Tom:
Sinceramente, adoro olhos grandes!
Tom, é
verdade que vocês (gêmeos) estão
conectados?
Tom:
Totalmente, a conexão que existe entre o Bill e eu é
muito forte e muito especial. Parecemos diferentes, como nos
vestimos, na nossa forma de falar e nos nossos gostos, em muitas
situações importantes nós pensamos igual e
tomamos as mesmas decisões. Com só um olhar
conseguimos descobrir o que o outro pensa ou o que vai dizer
naquele momento.
O que
é que vocês fazem no seu tempo
livre?
Georg: Apenas
temos tempo livre, cada vez menos, tiramos umas férias para
descansar, mesmo que continuemos a fazer música, como em
Espanha no quarto “483”. O mais importante é
dormir e ás vezes também saímos para
festas.
Quão
alta é a pressão do sucesso?
Bill:
Não fizemos qualquer pressão em nós desde o
princípio e fomos calmamente com a coisa. Nenhuma data foi
publicada fixamente, nós queríamos produzir o
álbum primeiro e acabá-lo, até todos ficarem
contente com ele.
O álbum
chama-se Zimmer 483. Por que esse
número?
Bill: É
o número de uma casa em Espanha, onde nós estivemos o
último ano, de férias e para compor novas
músicas.
Tom: No
entanto, no final foi só para escrever
músicas.
Georg: Quando
voltamos, toda a gente perguntou por que é que não
estávamos bronzeados. Musicalmente o álbum soa tudo
junto, mais rock e mais pesado. As músicas têm muita
guitarra. De qualquer modo são mais sombrias e
melancólicas, os textos são
pessimistas.
Bill: A
impressão fica rapidamente. Mas ouvida pela segunda vez
repara-se que tem uma mensagem positiva. Por exemplo, depois do fim
do Mundo conta o tempo bom que tivemos no último ano, e
queremos motivar os outros a se divertirem
também.
Tom: A
canção deve encorajar. O facto de soar mais sombrio
é também porque a voz do Bill se tornou mais grave em
comparação com o primeiro
álbum.
Sobre que
temas cantam e quem querem encorajar?
Bill: Pelo
facto de nos ter corrido tudo bem, de uma maneira percebemos que
há muitas pessoas em que esse não é o caso.
Por exemplo, recebemos correio onde os fãs se queixavam das
suas mágoas. O facto dos pais terem se separado ou coisas
assim. Também nos dizem que as nossas músicas os
ajudavam a ultrapassar isso.
O que é
mais irritante no sucesso?
Bill:
Paparazzi. Irritam extremamente.
Tom:
Não podemos mais ir normalmente á
padaria.
Quanto tempo
sobra para vocês próprios?
Bill: Muito
pouco. Mas quando alguém já não pode mais e
precisa de uma pausa, não há problema. Então
vamos mais uns dois dias para casa. Não temos vontade,
qualquer altura, já não temos
forças.
Forças
também são precisas para a graduação.
Georg e o Gustav já têm uma. Bill e Tom, como
vão com vocês?
Tom: Muito
devagar. Escola já é ela própria um emprego a
tempo inteiro. E a música ainda mais.
Bill:
Não resta quase nenhum tempo.
Georg: Eu
admiro o Tom e o Bill que à noite ainda se sentam a
fazer as tarefas para a escola.
Como funciona
a escola se vocês estão, já que estão
sempre na estrada?
Bill: É
como um curso em correspondência. Recebemos tarefas pelo
correio ou internet. Temos de resolvê-los e depois mandar
outra vez.
Têm
portanto esperança de fazer a
graduação?
Bill: Sim.
Não temos garantia que vamos durar para sempre com a
música.
Bill e Tom,
é mostrado que são gêmeos absolutamente
contraditórios. São realmente assim tão
diferentes?
Bill:
Provavelmente temos mais em comum que de
diferente.
Tom: Os nossos
pensamentos e sonhos são muitas vezes os mesmos. Pelo
caráter somos muito parecidos.
Por fora nada
mesmo. O que os diferencia?
Tom: Temos um
gosto musical completamente diferente. Eu prefiro HipHop. O Bill
música rock. Também não temos o mesmo gosto
por miudas.
Bill: Oh.
Foram muitas vezes do mesmo gênero.
Tom: Mas nunca
houve discussões. O Bill também nunca ficou zangado
quando eu tinha uma namorada.
O que faz ter
tanto sucesso?
Bill: Acho que
está na nossa idade. Somos exatamente da mesma idade que as
nossas fãs.
Sucesso cria
inveja e troça. Como lidam com a
crítica?
Bill: A banda
existe há sete anos. Mesmo nessa altura, quando nós
tocávamos em pequenos clubes e nos chamávamos
Devilish, as pessoas achavam-nos bons ou maus. Somos simplesmente
como somos. Recentemente estivemos na capa duma revista
satírica. Nós achamos isso
divertido.
Como é
um dia na vida dos Tokio Hotel?
Bill: Hoje
começou às 8.30h. Para nós isso é
horrível. Somos uns completos dorminhocos. E depois andar as
voltas o dia todo. Espectáculos, entrevistas, muitos voos,
andar muito de carro. Às vezes estamos num dia em três
cidades.
Onde fica o
tempo, Bill, para ir cada dia ao cabeleireiro? Isso dura muito
tempo?
Georg:
Não parece, em todo o caso, se precisa de muito
tempo.
Bill: Mais ou
menos meia hora.
Georg: Eu
preciso mais tempo no banho.
O que vos
deixa nervosos?
Bill: Fico
chateado com tudo, e sou muito dorminhoco.
Tom: Eu sou
igual.
Bill:
Não somos como o Gustav, ele é o mais madrugador,
é sempre o primeiro a se levantar.
Mas podem
mudar isso, não?
Tom: De forma
alguma! Temos a doença do sono!
Bill:
Inclusive quando dormimos 15 horas continuamos a ter sono, quando
me levanto e olho-me ao espelho vejo as marcas do travesseiro na
cara (todos riem)
Bill, o que
gostas mais do Tom? E tom, o que gostas mais no
Bill?
Bill: Acho
bom a maneira espontânea que ele
tem!
Tom: Bill, tu
és tão “pra
baixo”…
Bill: Como
assim “pra baixo”?
Tom:
Estou a brincar (rindo). Estás todos os dias
chateado, nós não gostamos disso (ri-se enquanto o
Bill lhe olha com cara amarrada). Estou a brincar, gosto da tua
energia, às vezes te metes em muitas discussões, acho
isso bacano!
De que comidas
mais gostam e que comidas detestam?
Tom: Eu amo
molho de tomate ou natas com massa.
Bill: Siiiiim,
com queijo extra (lambe-se)
Tom:
Simplesmente todos gostam disso!
Bill: O que
não gosto nada é de brócolos. Quando os
como fico com vontade de vomitar. E verduras eu odeio, não
gosto nada.
E o que
precisa ter em uma miuda?
Bill: Que
tenha mãos e olhos bonitos. Acho isso muito
importante.
Tom: Os olhos
e as curvas do quadril.
De que cheiros
gostam?
Bill: O que
mais cheira? O Georg depois de uma viagem…
(risos).
Não,
agora é sério, gosto de velas com cheiro de
maçã e sais de banho.
Tom: Os
perfumes com cheiro de frutas e o cheiro do
incenso.
Antes eram
viciados em bebidas energéticas… ainda são
assim?
Bill:
Não. Agora sou adepto aos pós de morando (Mas que
raio será isso?! ) com leite quente… são
muito bons! (Tom olha com uma cara estranha)
Tom: Eu
continuo a gostar das bebidas energéticas,
dão muita energia e vitalidade.
BRAVO: Uma das vossas músicas é "Beichte" que
significa "Confissão". Honestamente: Quando foi a
última vez que se confessaram?
Bill: Actualmente eu sei que isso é so nos filmes. Mas eu
adorava ir confessar numa igreja.
Tom: Eu nunca fui a uma confissão. E se alguma vez fosse, eu
iria dizer alguma coisa maluca para chocar o
padre.
BRAVO: Vocês estão limpos (de pecados) ou são
demasiado urbanos que não precisem de ir a uma igreja
confessar?
Bill: Nós não somos nenhuns anjos. Mas você
conhece alguém que seja sempre bom? Toda a gente comete
erros. Apesar de tudo, nós somos apenas humanos e cometemos
pecados e queremos ir para o
céu.
BRAVO: Acreditam em Deus?
Bill: Não acredito muito.
Tom: Nem eu.
Gustav: Eu admito que acredito mas eu raramente vou à
igreja. Costumo ir no Natal com a minha
família.
BRAVO: Qual foi o maior pecado que já
cometeram?
Tom: Há um tempo eu roubei as chaves do carro do meu
padrasto. Eu estava a guiar com os meus colegas num Renault Clio.
Isto passou-se na nossa vila, lá não costuma haver
muitos carros a passar mas, infelizmente, eu despistei-me e fui
contra uma árvore e amolguei o carro. Eu nunca lhe disse
nada. E o meu padrasto ainda hoje pensa que foi alguém que
foi contra o carro dele. Bem, sim, até
hoje...
BRAVO: Não tens remorsos?
Tom: Eu apenas tentei não pensar nisso mas nalguns momentos
eu não conseguia parar esse pensamento e eu gostava de o ter
dito a alguem. Por isso, talvez a confissão seja uma boa
ideia...
BRAVO: Georg, já fizeste alguma coisa
errada?
Georg: Uma vez eu tive uma discussão com um amigo meu. Eu
tinha 8 anos. Ele estava a correr e eu atirei um pau para ele. Eu
não era forte o suficiente e então o pau bateu num
Mercedes. Eu corri para casa e escondi-me no meu quarto. Depois
disso eu estava sempre com medo de sair de casa, durante 3 dias.
Mas nunca ninguém falou sobre
isso.
BRAVO: E tu, Bill?
Bill: Há uns tempos eu fui com um colega meu a um lago mas
não tínhamos dinheiro nenhum. Entao nós
fizemos um teste de bravura: Quem aguentasse mais tempo dentro de
água era o vencedor. Apostamos montes de coisas. Eu fui o
último. Finalmente, veio ter comigo um empregado de mesa, [o
Bill pisca o olho neste momento] e disse-lhe que tinha que ir
à casa de banho. Eu peguei nas minhas coisas e fui-me
embora. Eu estava muito assustado.
BRAVO E tu, Gustav?
Gustav: Hmm... Eu fiz algumas coisas no passado... Uma vezes eu
estava com um amigo e estávamos muito aborrecidos...
encontramos um cãozinho a pilhas e puzemo-lo em cima de um
monte de revistas. Depois puzemos isso em frente da porta de uma
pessoa e puzemos o cão a arder. Depois corremos e
ficámos a observar. Veio um homem abrir a porta e encontrou
aquilo tudo a arder, depois ele começou a saltar em cima
daquilo. O fogo, como é claro, apagou-se mas o senhor tinha
o sapato todo estragado. Foi muito
divertido!
BRAVO: Já alguma vez vocês lutaram com
alguém?
Tom: Nós estamos sempre a lutar com o
Bill...
Bill: Na quarta classe eu fiz uma espera a um rapaz da terceira
calsse. Aquilo foi feio! Ele perdeu um
dente!
Georg: Há pouco tempo, durante uma dança 'pogo' eu
bati sem querer na cara de um rapaz. Depois ele começou a
chorar com dores.
Gustav: Eu não luto, a violência não me
interessa de maneira nenhuma.
Bill: Hey! Isso não é verdade! Eu já lutei com
o Gustav, há pouco tempo.
BRAVO: E porque foi ?
Bill: Nós só estávamos apenas na brincadeira
mas começou-se a tornar uma coisa
séria...
Gustav: O Bill começou a "bater-me" quando eventualmente ele
é que bateu com a cabeça no chão. Ele olhou
para mim com uns grandes olhos, e disse-me "BASTA!". Quando eu o
deixei sair ele começou-se a
precipitar.
Bill: Sim, vocês devem ter cuidado comigo porque eu
precipito-me com toda a gente. E eu também já lutei
com o Georg...
BRAVO: Vocês bebem álcool?
Gustav: Eu não gosto.
Bill: Quando ele vem ter comigo, eu devo dizer que o fiz há
pouco tempo. Mas eu sou absolutamente contra as drogas. Eu nunca
experimentei nenhum estimulante ilegal.
BRAVO: Quando foi a primeira vez que beberam
álcool?
Bill: Foi no "Dia dos Rapazes". Nós celebrámos isso
em Magdeburg no "Dia do Pai". Todos os rapazes se encontram e
depois bebemos o dia todo. Eu fiquei bêbado e não
conseguia andar...
Georg: Ele estava a ir contra tudo e toda a gente se ria
dele.
Bill: E depois? Foste tu que ficas-te todo romântico e que
só querias beijar!
BRAVO: Vocês escondem revistas para adultos debaixo das
vossas camas?
Georg: Porque esconder debaixo da cama? Eu tenho-as em cima da
minha secretária.
Bill: Não, nós não precisamos
disso.
BRAVO: Alguma vez vocês viram algum filme para
adultos?
Bill: Claro. No meu computador eu tenho o meu favorito - um com a
Paris Hilton com o papel principal. E o filme com a Pamela Anderson
e o Tommy Lee também é
bom.
BRAVO: Os vossos pais sabem disso?
Georg: Claro.
Tom: Eu acho que eles sabem que todos os teenagers vêm, pelo
menos uma vez, um filme para maiores de
18.
BRAVO: Já alguma vez os vossos pais vos apanharam numa
situação "escaldante"?
Tom: Os pais de uma namorada minha viram-nos aos beijos. Mas eles
já sabiam que namorávamos, por
isso...
BRAVO: Quantos corações vocês já
'partiram'?
Bill: Nós nunca o fazemos de propósito! Mas
nós sabemos que algumas das nossas fãs estão
tristes porque nao podem estar connosco. Nós pedimos
desculpa, mas é assim que tem que ser. Nós não
podemos fazer toda a gente feliz. Mas nós não
queremos magoar nenhuma rapariga. A
sério.
BRAVO: Vocês mentem?
Bill: Eu faço-o frequentemente. Eu consigo mentir muito bem
e nem toda a gente o consegue fazer.
Tom: Eu também minto.
BRAVO: Quando foi a última vez que
mentiram?
Georg: Eu menti aos meus pais sobre os meus testes da
escola.
Bill: Eu nunca fiz isso. Eu sempre mostrei os meus testes à
minha mãe e eu estava sempre a queixar-me dos meus
professores. E ela aplaudiu-me quando eu disse que ía
melhorar. Mas na escola eu estava sempre a
mentir.
BRAVO: Quando ?
Bill: Se eu me esquecesse dos meus trabalhos de casa ou se chegava
atrasado. Eu não tinha problemas com as
desculpas.
Gustav: Eu sempre tive boas relações com os meus
professores.
BRAVO: Alguma vez copiaram alguma coisa na
escola?
Bill: Uma vez eu e o Tom tínhamos que preparar um projecto
sobre a pena de morte. Nós copiamos tudo da internet. Era um
projecto de uma rapariga que tinha uma excelente nota na escola.
Tivemos uma boa nota porque os professores gostaram do trabalho.
Tivemos sorte.
Gustav: Ach, escola... Uma bonita candidata para ter aulas de
matemática...
Georg: Eu acho que no geral todas as professoras devem ter 20 anos,
devem ter curvas e ser loiras!
BRAVO: Por falar em loiras - a segunda música é
"Schwarz" (preto). Qual é o
significado?
Bill: Fala sobre o nosso choro. Durante o último ano
nós tivemos muitas experiências: o sucesso do nosso
álbum, todos os artigos na Bravo. Muitos eventos, mas o que
está à nossa espera? É apenas uma noita escura
- nós não sabemos o nosso futuro. E é sobre
isso que nós falamos.
-> Bravo: Isso soa a medo, mas eu espero que não vejam
assim o vosso futuro, todo preto.
Tom: No, é só porque o nosso futuro não
é certo. Estamos a olhar para a frente e a ver tudo o que
vai acontecer. Eu também espero que não seja assim
tão mau.
-> Bravo: Mas há alguma falta de
optimismo...
Bill: Eu sou um pessimista. Eu preocupo-me com
tudo.
Tom: O pessimismo não é assim tão mau. Um
homem que tenha uma espectativa muito grande e depois não
acontece já não fica
desapontado.
Bill: Como seja, eu vou tentar ser mais
optimista.
Tom: Eu também. O optimismo faz com que a vida seja mais
fácil. Os meus amigos têm que ser optimistas. Eles
não me podem deitar abaixo. É por isso que eu gosto
de pessoas alegres.
-> Bravo: O que vos deixa chateados?
Georg: O óbvio: os maus tratos aos
animais!
Tom: Isso também me deixa triste. Eu tenho muita pena de
todos esse esses animais. Eu gostava de vir a ser
vegetariano.
Bill: Eu também. Os animas não se conseguem defender.
Eu normalmente pergunto-me, porque é q as pessoas os mal
tratam? Porque é que eles não se põem no lugar
deles?
Georg: Eu chateio-me asério com essas
pessoas.
-> Bravo: Há alguma razão que vos faça
odiar alguém?
Georg: Se alguém matasse alguém da minha
família.
Bill: Se alguém tratasse mal pessoas que gosto ou se as
tratasse mal - depois eu apenas gostaria de o
matar.